Como alguns já sabem, sou professora de inglês, e ensino crianças, adolescentes e adultos.
A aulas acabaram de começar, há menos de um mês, mas o professor já saca logo qual é a de cada um ali na sala. Ou pensa que saca.
Essa semana fui surpreendida por um rapazinho, cujo comportamento em sala era presente. Vou explicar: em meio a tantos outros garotos agitados na turma - faixa etária por volta dos 12 anos - esse se mostrava sempre quieto, atento, daqueles que evitam conversa e confusão. Não parecia dos mais concentrado, embora conseguisse sempre estar me olhando quando eu direcionava meus olhos aos dele. E assim correram 3 aulas.
Nesta terça-feira a criança estava irreconhecível. Agitado, falante, debochado, desconcentrava os vizinhos, imitava minhas expressões. Falava alto, como se estivesse no sofá de casa. Chamei atenção uma vez - durou 3 ou 4 minutos. Novamente, e não durou nem 1 minuto.
Em seguida, convidei-o a retirar-se de sala e pensar no que havia acontecido.
Após 10 minutos, ao chamá-lo de volta, resolvi, fora da sala mesmo, perguntar sobre as suas conclusões, e a resposta veio imediata: "professora, acho que é porque esqueci de tomar Ritalina hoje".
É claro que para o professora é muito mais cômodo e fácil ter em sala o zezinho das aulas anteriores. Mas, na minha opinião, a Ritalina não pode ser usada como um modificador de personalidade, escondendo e não tratando mau comportamento da criança. Obviamente ainda não o conheço bem para afirmar nada, mas às vezes me pergunto se esse medicamento não está se tornando uma febre de uso indiscriminado. Me preocupo.
[]'s
quarta-feira, 17 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
CRIATIVIDADE
Ouvi outro dia alguém dizer o seguinte, que o TDAH é criativo APESAR do transtorno.
O dono da citação é também um TDAH, por isso ele deve ter as razões dele para pensar dessa forma. Contudo eu tenho uma opinião diferente, e não posso deixar de trazer o assunto para o nosso grupo.
Ao meu ver o TDAH é um sujeito sem paciência ou interesse suficiente em determinadas coisas, que por isso não consegue se concentrar ou prestar atenção naquilo que não é interessante para ele. Pelo que entendo, é uma pessoa que não se dá bem com a rotina, com tudo aquilo que é repetitivo, igual e/ou chato.
Por isso tenho fortes motivos para pensar que a criatividade do TDAH não existe por acaso, sem qualquer relação com o transtorno. Acho que mesmo que ela é estimulada pela necessidade natural de interesse da parte daqueles que sabem o que é não prestar atenção.
Vocês se sentem criativos?
[]'s
Juliana
O dono da citação é também um TDAH, por isso ele deve ter as razões dele para pensar dessa forma. Contudo eu tenho uma opinião diferente, e não posso deixar de trazer o assunto para o nosso grupo.
Ao meu ver o TDAH é um sujeito sem paciência ou interesse suficiente em determinadas coisas, que por isso não consegue se concentrar ou prestar atenção naquilo que não é interessante para ele. Pelo que entendo, é uma pessoa que não se dá bem com a rotina, com tudo aquilo que é repetitivo, igual e/ou chato.
Por isso tenho fortes motivos para pensar que a criatividade do TDAH não existe por acaso, sem qualquer relação com o transtorno. Acho que mesmo que ela é estimulada pela necessidade natural de interesse da parte daqueles que sabem o que é não prestar atenção.
Vocês se sentem criativos?
[]'s
Juliana
domingo, 21 de fevereiro de 2010
NOVO LIVRO TDA
Oi, pessoal.
Como estão? Trouxe uma novidade. Foi lançado um livro sobre TDA que está sendo super bem falado. Na Saraiva está custando R$28,50 pela internet.
Mentes Inquietas - Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade
Silva, Ana Beatriz Barbosa / Fontanar
Abraços e bom domingo!
Como estão? Trouxe uma novidade. Foi lançado um livro sobre TDA que está sendo super bem falado. Na Saraiva está custando R$28,50 pela internet.
Mentes Inquietas - Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade
Silva, Ana Beatriz Barbosa / Fontanar
Abraços e bom domingo!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
ATENçAO
Oi, pessoal.
Estive um pouco sumida por alguns probleminhas de saude (nao relacionadosao assunto), mas
estou de volta.
No proximo post trago o segundo exercicio sugerido pelo Dr Durval Guelfi. Alguem fez o primeiro? Nao vi nenhum comentario sobre o mesmo. Nao deixem de comentar o que acham.
Aqui nao importa se voce esta certo, errado, fora do normal, dentro do esperado, etc.. O que importa eh que nòs nos permitamos expor aquilo que sentimos, passamos e pensamos. Acredito que assim, sem pudor com as palavras, podemos entender bastante sobre o assunto que estamos aqui nos dedicando. E quando um opina esta sendo generoso com os outros que dizem, mas tambem querem ouvir e saber.
Esta semana, trabalhando como ajudante numa aula de tenis para crianças, acho que descobri um garotinho TDAH. Se nao, pelo menos tem todas as caracteristicas.
Tem 3 anos. E percebi que nao fazia o que se pedia, ainda que fosse chamado atençao.
Eh certo que essa eh a idade da dispersao, mas ele nem mesmo ouvia seu nome sendo chamado. A esse ponto, depois de chama-lo 5 vezes, pensei que podia ser uma coisa ou outra: ou eh altamente rebelde ja naquela idade, a ponto de estar consciente do que ouvia e nem mesmo mover a cabeça; ou entao nao ouvia mesmo, mas considero que era pertissimo e impossivel nao ouvir.
Resolvi segura-lo, gentilmente, pelos braços e falar com ele. Funcionou tao bem, que inclusive fez o exercicio que lhe expliquei ate o fim e com dedicaçao.
O problema dele eh mesmo atençao. Talvez seja a idade, mas de qualquer maneira eh interessante observar esse comportamento.
Ate a proxima,
Juliana
Estive um pouco sumida por alguns probleminhas de saude (nao relacionadosao assunto), mas
estou de volta.
No proximo post trago o segundo exercicio sugerido pelo Dr Durval Guelfi. Alguem fez o primeiro? Nao vi nenhum comentario sobre o mesmo. Nao deixem de comentar o que acham.
Aqui nao importa se voce esta certo, errado, fora do normal, dentro do esperado, etc.. O que importa eh que nòs nos permitamos expor aquilo que sentimos, passamos e pensamos. Acredito que assim, sem pudor com as palavras, podemos entender bastante sobre o assunto que estamos aqui nos dedicando. E quando um opina esta sendo generoso com os outros que dizem, mas tambem querem ouvir e saber.
Esta semana, trabalhando como ajudante numa aula de tenis para crianças, acho que descobri um garotinho TDAH. Se nao, pelo menos tem todas as caracteristicas.
Tem 3 anos. E percebi que nao fazia o que se pedia, ainda que fosse chamado atençao.
Eh certo que essa eh a idade da dispersao, mas ele nem mesmo ouvia seu nome sendo chamado. A esse ponto, depois de chama-lo 5 vezes, pensei que podia ser uma coisa ou outra: ou eh altamente rebelde ja naquela idade, a ponto de estar consciente do que ouvia e nem mesmo mover a cabeça; ou entao nao ouvia mesmo, mas considero que era pertissimo e impossivel nao ouvir.
Resolvi segura-lo, gentilmente, pelos braços e falar com ele. Funcionou tao bem, que inclusive fez o exercicio que lhe expliquei ate o fim e com dedicaçao.
O problema dele eh mesmo atençao. Talvez seja a idade, mas de qualquer maneira eh interessante observar esse comportamento.
Ate a proxima,
Juliana
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
PALAVRA DE PSICOLOGO
Hoje vamos postar algumas dicas propostas por alguem que vem tratando o problema "falta de atençao" por mais de 25 anos, embora, como ele mesmo diz, nao seja especialista em TDAH especificamente. O Dr Durval Guelfi eh psicologo, autor de livros de auto-ajuda e atende em seu consultorio em Sao Paulo.
Estou certa de que suas dicas e conselhos serao utilissimos para nos, alem de bem aproveitados.
Obrigada mais uma vez pela contribuiçao, Dr Guelfi!
Serao sempre bem-vindas suas dicas e observaçoes.
Pedi ao Dr Durval que nos enviasse algumas palavras sobre sua experiencia no assunto.
______
Não é fácil expor em poucas linhas uma idéia que levou anos para se estruturar, mas tentarei dar uma “amostra” do que quero dizer e do que venho fazendo nestes últimos 25 anos.
Devo dizer que a maioria das pessoas, principalmente psicólogos, acha o processo extremamente simples para ter qualquer importância. Entretanto, as pessoas que se dispõem a aplicar os exercícios propostos, verificam logo de início que a coisa faz sentido e não é tão simples assim.
Mas a única maneira de se saber o gosto da laranja é provando-a. Ninguém pode explicar o gosto da laranja. Com os exercícios que proponho ocorre o mesmo. Não há palavras para explicar o seu efeito.
Se você fizer o exercício abaixo, por favor mande-me seus comentários para que eu possa lhe mandar outros.
EXERCÍCIO - Entrando em contato com você mesmo.
Sente-se em uma cadeira e olhe para um objeto qualquer situado a uns poucos metros à sua frente. Concentre a sua atenção nesse objeto, durante 10 segundos. Observe detalhes desse objeto.
Agora deixe de olhar o objeto, baixe os olhos, e olhe para você mesmo. Olhe para você, para sua roupa, seus braços, suas mãos, como se você também fosse um objeto de observação. Concentre a sua atenção em você, como você concentrou no objeto exterior.
Faça isto sem fazer nenhum juízo, nenhum questionamento, simplesmente olhe.
Faça de novo o exercício e repare que quando você olhou para o objeto se você concentrou nele sua atenção você só teve consciência do objeto como se só ele existisse.
Do mesmo modo, quando você olhou para você mesmo o objeto desapareceu da sua consciência e você só teve consciência de você mesmo.
Ao fazer o exercício outras vezes você não precisa mais olhar para um objeto, simplesmente baixe os olhos e olhe para você mesmo durante alguns segundos. . .Você terá consciência de você mesmo! Você estará direcionando o seu pensamento, conscientemente, para você mesmo!
Ao fazer este exercício não faça nenhum juízo, nenhum questionamento, nenhum comentário. Limite-se a olhar para você.
O controle do pensamento começa com este exercício. Faça-o algumas vezes. Você estará começando a aprender a olhar para você mesmo. Estará aprendendo a ter consciência de você mesmo. Com o hábito este exercício se torna repousante e você o fará exatamente por isso.
Neste exercício você pode perceber que você passa quase toda a sua vida olhando para fora de você mesmo. Você só percebe as pessoas e coisas que estão ao seu redor, como se só elas existissem. Geralmente não nos damos conta de nós mesmos.
______
Devido a diferentes reaçoes podemos fazer assim: cada um faz o exercicio e posta aqui seus comentarios. Eu tambem postarei exatamente aquilo que escrevi ao Dr Durval em resposta ao exercicio.
Um abraço a todos,
vamos trabalhar.
Estou certa de que suas dicas e conselhos serao utilissimos para nos, alem de bem aproveitados.
Obrigada mais uma vez pela contribuiçao, Dr Guelfi!
Serao sempre bem-vindas suas dicas e observaçoes.
Pedi ao Dr Durval que nos enviasse algumas palavras sobre sua experiencia no assunto.
______
Não é fácil expor em poucas linhas uma idéia que levou anos para se estruturar, mas tentarei dar uma “amostra” do que quero dizer e do que venho fazendo nestes últimos 25 anos.
Devo dizer que a maioria das pessoas, principalmente psicólogos, acha o processo extremamente simples para ter qualquer importância. Entretanto, as pessoas que se dispõem a aplicar os exercícios propostos, verificam logo de início que a coisa faz sentido e não é tão simples assim.
Mas a única maneira de se saber o gosto da laranja é provando-a. Ninguém pode explicar o gosto da laranja. Com os exercícios que proponho ocorre o mesmo. Não há palavras para explicar o seu efeito.
Se você fizer o exercício abaixo, por favor mande-me seus comentários para que eu possa lhe mandar outros.
EXERCÍCIO - Entrando em contato com você mesmo.
Sente-se em uma cadeira e olhe para um objeto qualquer situado a uns poucos metros à sua frente. Concentre a sua atenção nesse objeto, durante 10 segundos. Observe detalhes desse objeto.
Agora deixe de olhar o objeto, baixe os olhos, e olhe para você mesmo. Olhe para você, para sua roupa, seus braços, suas mãos, como se você também fosse um objeto de observação. Concentre a sua atenção em você, como você concentrou no objeto exterior.
Faça isto sem fazer nenhum juízo, nenhum questionamento, simplesmente olhe.
Faça de novo o exercício e repare que quando você olhou para o objeto se você concentrou nele sua atenção você só teve consciência do objeto como se só ele existisse.
Do mesmo modo, quando você olhou para você mesmo o objeto desapareceu da sua consciência e você só teve consciência de você mesmo.
Ao fazer o exercício outras vezes você não precisa mais olhar para um objeto, simplesmente baixe os olhos e olhe para você mesmo durante alguns segundos. . .Você terá consciência de você mesmo! Você estará direcionando o seu pensamento, conscientemente, para você mesmo!
Ao fazer este exercício não faça nenhum juízo, nenhum questionamento, nenhum comentário. Limite-se a olhar para você.
O controle do pensamento começa com este exercício. Faça-o algumas vezes. Você estará começando a aprender a olhar para você mesmo. Estará aprendendo a ter consciência de você mesmo. Com o hábito este exercício se torna repousante e você o fará exatamente por isso.
Neste exercício você pode perceber que você passa quase toda a sua vida olhando para fora de você mesmo. Você só percebe as pessoas e coisas que estão ao seu redor, como se só elas existissem. Geralmente não nos damos conta de nós mesmos.
______
Devido a diferentes reaçoes podemos fazer assim: cada um faz o exercicio e posta aqui seus comentarios. Eu tambem postarei exatamente aquilo que escrevi ao Dr Durval em resposta ao exercicio.
Um abraço a todos,
vamos trabalhar.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
E como agir com os Indigos?
...continuaçao
O que podemos fazer?
Estas crianças estão aqui para nos ajudar na transformação do mundo. Portanto, nós precisamos aprender com elas, principalmente escutando-as e observando-as. Não obstante, estamos relacionando algumas regras básicas que precisamos observar para não tolhermos o brilho dessas crianças:
• Trate os Índigos com respeito. Honre sua existência na família.
• Ajude-os a criar suas próprias soluções disciplinadas.
• Dê a eles escolha.
• Não deixe de mostrar a importancia que eles têm para você.
• Nunca os diminua, nunca.
• Sempre explique o por quê de você dar instruções. Escute essas explicações por você mesmo.
Não parece estúpida a expressão "porque eu disse que deve ser assim"? Se você concorda com a estupidez de expressões assim, então reconsidere suas instruções e as mude. Eles o respeitarão por isso e esperarão. Mas se você der a eles ordens autoritárias e ditatoriais sem bondade e razões sólidas, essas crianças o derrotarão. Elas simplesmente não vão obedecer e o que é pior, elas vão dar uma lista de motivos que desclassificam suas intenções. Algumas vezes suas razões podem ser simples, como por exemplo, "porque isso vai me ajudar hoje pois estou realmente cansado". A honestidade vencerá como nunca antes. Eles vão pensar sobre isso e acatarão.
• Faça deles um parceiro no relacionamento. Pense bastante sobre este aspecto.
• Quando crianças, explique tudo que você estiver fazendo para eles. Eles podem não entender, no entanto, eles perceberão sua consciência e honra por eles. Esta é uma tremenda dica antes deles aprenderem a falar.
• Se problemas sérios desenvolverem, teste-os antes de iniciar tratamento baseado em drogas.
• Provenha segurança no seu suporte a eles. Evite crítica negativa. Sempre deixe-os saber que você os apoiará em todos os momentos. Eles crescerão de encontro com suas verbalizações e irão surpreendê-lo durante o processo. Então, celebrem juntos. Não os faça simplesmente realizar, mas permita que eles façam com encorajamento.
Dicas no relacionamento com Índigos
• Os Índigos são abertos e honestos, isso não é uma vulnerabilidade mas a maior força. Se você não for aberto e honesto com eles, mesmo assim eles serão com você, no entanto, eles não o respeitarão.
• Marasmo pode trazer arrogância para os Índigos, portanto não os deixe cair no marasmo. Se eles agem de forma arrogante, isso significa que eles precisam de novos desafios e novos limites. Alimente seus cérebros mantendo-os ocupados da melhor forma possível.
• Pais, professores e orientadores devem estar aptos para definir e manter limites claros, ainda que suficientemente flexíveis para mudar e ajustar esses limites quando necessário, baseados no crescimento emocional e mental, pois os Índigos crescem rápido. Ser firme mas justo é necessário para a segurança deles e para nossa.
• A mensagem dada e transmitida pelos adultos deve ser mais prazerosa do que dolorosa, e mais baseada no amor do que no medo.
• Mantenha a criança informada e envolvida.
• Evite mal-entendidos simplesmente dando explicações.
• Não perca a paciência com sua criança.
• Evite dar ordem (verbos no imperativo). Ao invés de ordens verbais, utilize o toque para chamar a atenção deles. Eles são muito sensíveis ao tato (toque no ombro, aperto de mão, abraço, etc).
• Mantenha sua palavra.
• Negocie com cada situação.
• Não esconda nada e não use linguagem abusiva.
• Deixe sua emoção mostrar amor e não ódio.
• Se uma repreensão é dada, crie situações de dar um tempo ou folga.
• Discuta a situação geradora da repreensão após seu término.
• Importante, lembre-se que punição não funcionará com essas crianças. Punição é diferente de repreensão. Punição é baseada na culpa enquanto que repreensão é baseada num crescimento ou melhoramento. Cuidado com os métodos educacionais nas escolas.
____
Sem duvida essa teoria sobre os Indigos faz bastante sentido quando a aproximamos da realidade TDAH. Eh um belo approach para o caso e, confiavel ou nao (o que seria confiavel?) contem passagens muito interessantes e sugestivas para lidar com o transtorno.
O que podemos fazer?
Estas crianças estão aqui para nos ajudar na transformação do mundo. Portanto, nós precisamos aprender com elas, principalmente escutando-as e observando-as. Não obstante, estamos relacionando algumas regras básicas que precisamos observar para não tolhermos o brilho dessas crianças:
• Trate os Índigos com respeito. Honre sua existência na família.
• Ajude-os a criar suas próprias soluções disciplinadas.
• Dê a eles escolha.
• Não deixe de mostrar a importancia que eles têm para você.
• Nunca os diminua, nunca.
• Sempre explique o por quê de você dar instruções. Escute essas explicações por você mesmo.
Não parece estúpida a expressão "porque eu disse que deve ser assim"? Se você concorda com a estupidez de expressões assim, então reconsidere suas instruções e as mude. Eles o respeitarão por isso e esperarão. Mas se você der a eles ordens autoritárias e ditatoriais sem bondade e razões sólidas, essas crianças o derrotarão. Elas simplesmente não vão obedecer e o que é pior, elas vão dar uma lista de motivos que desclassificam suas intenções. Algumas vezes suas razões podem ser simples, como por exemplo, "porque isso vai me ajudar hoje pois estou realmente cansado". A honestidade vencerá como nunca antes. Eles vão pensar sobre isso e acatarão.
• Faça deles um parceiro no relacionamento. Pense bastante sobre este aspecto.
• Quando crianças, explique tudo que você estiver fazendo para eles. Eles podem não entender, no entanto, eles perceberão sua consciência e honra por eles. Esta é uma tremenda dica antes deles aprenderem a falar.
• Se problemas sérios desenvolverem, teste-os antes de iniciar tratamento baseado em drogas.
• Provenha segurança no seu suporte a eles. Evite crítica negativa. Sempre deixe-os saber que você os apoiará em todos os momentos. Eles crescerão de encontro com suas verbalizações e irão surpreendê-lo durante o processo. Então, celebrem juntos. Não os faça simplesmente realizar, mas permita que eles façam com encorajamento.
Dicas no relacionamento com Índigos
• Os Índigos são abertos e honestos, isso não é uma vulnerabilidade mas a maior força. Se você não for aberto e honesto com eles, mesmo assim eles serão com você, no entanto, eles não o respeitarão.
• Marasmo pode trazer arrogância para os Índigos, portanto não os deixe cair no marasmo. Se eles agem de forma arrogante, isso significa que eles precisam de novos desafios e novos limites. Alimente seus cérebros mantendo-os ocupados da melhor forma possível.
• Pais, professores e orientadores devem estar aptos para definir e manter limites claros, ainda que suficientemente flexíveis para mudar e ajustar esses limites quando necessário, baseados no crescimento emocional e mental, pois os Índigos crescem rápido. Ser firme mas justo é necessário para a segurança deles e para nossa.
• A mensagem dada e transmitida pelos adultos deve ser mais prazerosa do que dolorosa, e mais baseada no amor do que no medo.
• Mantenha a criança informada e envolvida.
• Evite mal-entendidos simplesmente dando explicações.
• Não perca a paciência com sua criança.
• Evite dar ordem (verbos no imperativo). Ao invés de ordens verbais, utilize o toque para chamar a atenção deles. Eles são muito sensíveis ao tato (toque no ombro, aperto de mão, abraço, etc).
• Mantenha sua palavra.
• Negocie com cada situação.
• Não esconda nada e não use linguagem abusiva.
• Deixe sua emoção mostrar amor e não ódio.
• Se uma repreensão é dada, crie situações de dar um tempo ou folga.
• Discuta a situação geradora da repreensão após seu término.
• Importante, lembre-se que punição não funcionará com essas crianças. Punição é diferente de repreensão. Punição é baseada na culpa enquanto que repreensão é baseada num crescimento ou melhoramento. Cuidado com os métodos educacionais nas escolas.
____
Sem duvida essa teoria sobre os Indigos faz bastante sentido quando a aproximamos da realidade TDAH. Eh um belo approach para o caso e, confiavel ou nao (o que seria confiavel?) contem passagens muito interessantes e sugestivas para lidar com o transtorno.
So acho que devemos sempre sempre estar atentos para nao cair em conversa de cartomante. Sabe aquelas ideias que parecem ter sido escritas para nòs? Por exemplo, se eu venho aqui e escrevo que "o TDAH se irrita muito facil quando perde a paciencia". Mas quem eh que nao se irrita quando perde a paciencia? Um ou outro, talvez. Dalai Lama...
A generalidade pode ser um meio excelente para atingir as mais diversas pessoas.
O pròximo post jà està quase certo. Espero postar o texto com dicas de um psicologo com 25 anos de experiencia no assunto "Atençao". Escreve especialmente para nosso blog.
Desde ja agradecemos a colaboraçao, Dr Durval Guelfi.
Abraços,
Juliana
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