quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

HOMESCHOOLING - ENSINO DOMICILIAR

Hoje tropecei num blog cujo tema é sensacional. Sempre pensei na possibilidade de ensinar meus futuros filhos em casa como remota e ilegal. Descobri que não é, em Portugal!

Um curso ou uma escola seguem o ritmo e a intensidade que eles julgam mais apropriados. Alguns optam por um ritmo mais intenso, que realmente dê tempo de ensinar com bastante profundidade, que acostume o aluno a absorver muito de cada vez. O problema é que nem todos estão aptos a seguir nessa rapidez, por N dezenas de motivos diferentes. E é por isso que muitas instituições decidem estabelecer um ritmo tranquilo, muitas vezes lento mesmo. Isso também causa problemas de desatenção, afinal uma hora e meia para discutir uma coisa que poderia ter sido feita em 20 ou 30 minutos...

È um tema complicado de se discutir quando se pensa dentro de uma só escola. Não há muito o que fazer, a não ser definir de que lado estarão. Afinal, como um colégio ofereceria duas turmas de segundo ano: uma em que as aulas duram 30 minutos, outra em que as aulas duram uma hora e quarenta? Tenho a impressão de que geraria mais polêmica do que satisfação. É não pra menos.

De qualquer forma, para quem se interessa pelo tema, eu sugiro o blog português
o link já cai direto num artigo relacionado a TDAH.

Obviamente não deve ser barato trazer a escola até a casa. Não sei de quanto estamos falando, mas vou me informar sobre o assunto.

Abraços,
Juliana

sábado, 11 de dezembro de 2010

O QUE É A SUA HIPERATIVIDADE?

Para mim, ser hiperativo é..

1) sentir enjôo ao insistir em assistir aula;

2) sentir falta de ar quando a fila tá grande;

3) não conseguir ouvir o final das histórias;

4) andar rápido o tempo inteiro, mesmo quando não tenho pressa;

5) como professora, explicar da forma mais simplificada possível, para não fazer os outros sentirem a demora por que passava nas salas de aula da universidade;


Abraços,
Juliana

terça-feira, 2 de novembro de 2010

AROMATERAPIA E CROMOTERAPIA PARA TDAH?

A Aromaterapia e a Cromoterapia são terapias holísticas conhecidas por sua grande abrangência e pela enorme descrença que carregam consigo. Venho aqui hoje falar sobre essas terapias, suas possíveis aplicações para portadores de TDAH e, obviamente, levantar a opinião da comunidade.

Quando você sente cheiro forte de chocolate, e sua atenção é rapidamente atraída, você acredita que ocorra uma mudança momentânea no seu processo cognitivo? Na Itália, a Ferrerro Rocher abriu um jardim de infância numa cidade chamada Alba, norte da Toscana. Não sei se propositalmente, a escola fica pertinho da fábrica, a uma distância que o aroma de chocolate não é capaz de se dispersar pelo caminho. O resultado é que o ambiente cheira divinamente bem, apesar de eu acreditar que um dia inteiro ali deve enjoar um pouco.

Enfim, especialistas acreditam que a terapia dos aromas podem ajudar diversos problemas. O TDAH não pode ficar para trás. Eu acho que faz todo sentido pelo seguinte: o portador de déficit de atenção muitas vezes divide sua atenção por diversas atividades, situações, cenas, diálogos, ou o que quer que esteja acontecendo em volta.Exatamente por ser um evento paralelo e não transmitir mensagem codificada, a terapia do aroma pode ajudar no sentido de ocupar um dos canais disponíveis e ainda liberar o raciocínio para uma "atividade principal".

E a cromoterapia? O vermelho, por exemplo, é conhecido por ser instigante e afrodisíaco. Será o jogo de cores, bem posicionado - a testar - por exemplo, na parede do quarto, no tampo da mesa, etc.. - não criaria um pouco de mais de interesse subconsciente para nós? Obviamente, nós, que lemos esse texto, se formos testar alguma coisa relacionada, estaremos influenciado pelo que foi dito aqui, positiva ou negativamente. Mas uma criança não poderia saber.

Como vocês pensam sobre o assunto? Alguém aqui já experimentou alguma dessas sugestões?
Manifestem-se.

Abraços,
Juliana

quarta-feira, 2 de junho de 2010

OFENSA GRATUITA: PEQUENÊS DE PENSAMENTO ABOMINÁVEL

Oi, pessoal.

Vim contar aqui a vocês a baixaria lastimável que testemunhei, e aliás, de perto.

Um senhor participante de uma das listas de que sou membro, leu este último post no nosso blog e, discordando da minha opinião sobre a Ritalina, enviou trocentos emails na lista na tentativa de me ofender, ou quem sabe só de aparecer.
Esclareci que aqui somos todos leigos, participantes, emissores de opiniões e informações, e que o espaço é justamente para discussão. Além disso, fiquei surpresa em como a verdade dele é tão superior à opinião de qualquer outra pessoa.

Enfim, não vou ficar aqui tomando linhas, falando do sujeito e de sua infelicidade. Só queria compartilhar com os amigos um exemplo do que não acho que deva ser exemplo de comportamento em discussões. O fundamento é justamente trocar informações/opiniões/impressões.

Me senti ofendida por um momento, debaixo de tanta ignorância. Mas de repente me lembrei de que a ignorância não deve pôr ninguém debaixo de nada. Também me lembrei de como é exemplar nossa participação e interação aqui: uns a favor, outros contra, impressões e relatos pessoais, etc. mas todos conspirando para o mesmo fim: o aprendizado.

Todos queremos atenção na vida, que mal há nisso? Acho que nós buscamos atenção, interação, apoio, amizade, conhecimento... e como eu imediatamente respondi a ele, eu não acredito em agressão verbal como a melhor maneira de atrair atenção. E lamento.

E tenham certeza de que aqui, neste blog, nunca pertimitirei, como moderadora, que um participante seja ofendido por emitir qualquer opinião séria. Sintamo-nos, mais do que nunca, livres para opinar, perguntar, questionar, discordar, concordar, quando quisermos. É pra isso que estamos aqui!

[]'s
Juliana

quarta-feira, 17 de março de 2010

CARA-A-CARA COM A RITALINA

Como alguns já sabem, sou professora de inglês, e ensino crianças, adolescentes e adultos.
A aulas acabaram de começar, há menos de um mês, mas o professor já saca logo qual é a de cada um ali na sala. Ou pensa que saca.
Essa semana fui surpreendida por um rapazinho, cujo comportamento em sala era presente. Vou explicar: em meio a tantos outros garotos agitados na turma - faixa etária por volta dos 12 anos - esse se mostrava sempre quieto, atento, daqueles que evitam conversa e confusão. Não parecia dos mais concentrado, embora conseguisse sempre estar me olhando quando eu direcionava meus olhos aos dele. E assim correram 3 aulas.
Nesta terça-feira a criança estava irreconhecível. Agitado, falante, debochado, desconcentrava os vizinhos, imitava minhas expressões. Falava alto, como se estivesse no sofá de casa. Chamei atenção uma vez - durou 3 ou 4 minutos. Novamente, e não durou nem 1 minuto.
Em seguida, convidei-o a retirar-se de sala e pensar no que havia acontecido.
Após 10 minutos, ao chamá-lo de volta, resolvi, fora da sala mesmo, perguntar sobre as suas conclusões, e a resposta veio imediata: "professora, acho que é porque esqueci de tomar Ritalina hoje".
É claro que para o professora é muito mais cômodo e fácil ter em sala o zezinho das aulas anteriores. Mas, na minha opinião, a Ritalina não pode ser usada como um modificador de personalidade, escondendo e não tratando mau comportamento da criança. Obviamente ainda não o conheço bem para afirmar nada, mas às vezes me pergunto se esse medicamento não está se tornando uma febre de uso indiscriminado. Me preocupo.

[]'s

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CRIATIVIDADE

Ouvi outro dia alguém dizer o seguinte, que o TDAH é criativo APESAR do transtorno.
O dono da citação é também um TDAH, por isso ele deve ter as razões dele para pensar dessa forma. Contudo eu tenho uma opinião diferente, e não posso deixar de trazer o assunto para o nosso grupo.
Ao meu ver o TDAH é um sujeito sem paciência ou interesse suficiente em determinadas coisas, que por isso não consegue se concentrar ou prestar atenção naquilo que não é interessante para ele. Pelo que entendo, é uma pessoa que não se dá bem com a rotina, com tudo aquilo que é repetitivo, igual e/ou chato.
Por isso tenho fortes motivos para pensar que a criatividade do TDAH não existe por acaso, sem qualquer relação com o transtorno. Acho que mesmo que ela é estimulada pela necessidade natural de interesse da parte daqueles que sabem o que é não prestar atenção.
Vocês se sentem criativos?

[]'s
Juliana

domingo, 21 de fevereiro de 2010

NOVO LIVRO TDA

Oi, pessoal.
Como estão? Trouxe uma novidade. Foi lançado um livro sobre TDA que está sendo super bem falado. Na Saraiva está custando R$28,50 pela internet.


Mentes Inquietas - Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade

Silva, Ana Beatriz Barbosa / Fontanar

Abraços e bom domingo!